sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Felipão entra em contato para falar do Blog
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Reportagem da Revista Forrozando
Você sempre deixou transparecer que gosta de criar, produzir. Agora com a carreira solo você vai abrir espaço para outros projetos? Com certeza. Desde o início eu fiz questão de estar presente no processo criativo do Forró Moral. Só que com essa correria de sgows eu me afastei e não pude mais estar aqui ajudando. Não tinha tempo, nem cabeça. O ritmo do forró vai continuar o mesmo.Eu devo tudo o que Felipão é hoje ao forró. Vou abrir portas para outras vertentes musicais, mas sem tirar o forró de foco. Tem muitos projetos que eu nao conseguia colocar em prática, mas que agora eu vou dar mais atenção. Minha previsão é que em abril já esteja começando essa nova fase de minha vida.
Mande um recado para os fãs. O que eu tenho a dizer é que agora vocês podem esperar muito mais do Felipão. Vou dar mais atenção ao público, responder esse carinho enorme que nós recebemos e tratar tudo de uma forma mais atenciosa. Eu tinha duas escolhas: continuar trabalhando como um louco, sem conseguir da conta de tanta coisa ou então diminuir os shows e ganhar tempo para administrar tudo com mais carinho e atenção, além de poder descansar e criar novos projetos. Escolhi, sem dúvida, a segunda opção.


domingo, 24 de fevereiro de 2008
Felipão foi operado para retirada da Apêndice
Na sexta feira passada, Felipão estava em uma cidade do Maranhão, onde iria fazer um dos seus ultimos shows com a banda Forró Moral. Poucos minutos antes do início do show, Felipão passou mal com fortes dores e foi levado ao hospital. Chegando lá, ele foi atendido e encaminhado para fortaleza, fato que o impossibilitou de participar do show no Maranhão. Reportagem do Jornal Diário do Nordeste - 24/02/2008
Felipão deixa a banda Forró Moral para seguir carreira solo. O cantor recebeu a equipe do Zoeira em casa e em um bate-papo descontraído, revelou alguns de seus projetos, como ser apresentador de TV, e ainda desmentiu boatos de que teria brigado com os três sócios, o pai e os dois irmãos.
Carreira solo na maior moral
Hoje acontece o último show de Felipão com a banda Forró Moral. O cantor se despede do grupo em Campina Grande, na Paraíba. Antes de pegar a estrada, em entrevista ao Zoeira, ele negou que tenha brigado com a família (os sócios) e confirma sua carreira solo. Mas, os fãs não precisam se preocupar com a saudade.sábado, 23 de fevereiro de 2008
Baixe o 1º Cd Promocional da Carreira solo do Felipão
Reportagem do Jornal O Povo - Fortaleza /CE em 23/02/2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
O DONO DA GINGA
Na trilha do sucesso...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
O Fenômeno do Forró
Com um mix de taleto, audácia, perseverança e muito swing surgiu o forrozeiro Felipe; "Felipão" como é conhecido por uma verdadeira legião de fãs. Natural da Paraíba, sua carreira começou em 1999 na banda "sonhadores do Forró", depois passou a integrar o time da Nação Forrozeira, passando por varias bandas, entre elas a Forró Moral. Agora ele se prepara para alçar vôos maiores e lançar a sua própria banda, que em meados do mês de março começa a fazer shows.terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Espaço do Fã
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Em entrevista Felipão fala sobre o seu comportamento
Felipão no Orkut
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Em entrevista Felipão fala sobre a sua intimidade
Andrey arrasa no show do Felipão em Assú
Felipão Fala sobre a sua carreira
RV: Como surgiu a idéiade entrar no mundo do forró?
Felipão - Sou da Paraíba. Campina Grande. Fiquei até os meus 8 anos lá. Naquele tempo, o forró era tradição. Eu ainda pequeno já dançava, mas, na verdade, eu nunca pensei em cantar. Quando cheguei em Fortaleza, comecei a frequentar os forrós. Mas doi com o pagode que surgiu a vontade de cantar, no auge da suingueira. Eu tinha 17 anos, e trabalhava com o meu pai na construtora dele. Lancei a idéia de montar uma banda de pagode e meus primos toparam. Passei mais um tempo trabalhando na construtora para comprar alguns instrumentos. Meus primos logo desistiram, porque queriam ver o sucesso imediato. Eu não desisti. Então quando meus primos saíram, fui fazer cursos de voz e procupar a primeira banda de forró para fazer um teste. Aí, comecei a cantar na Nação Forrozeira, Aviões do Forró, Retorno do Forró , Zabumbanda e por último Forró Moral.
RF: O que você acha da mistura do forró com outros ritmos?
Felipão - Na verdade, eu sou um dos que brigam por essa mudança. Brigando porque hoje a banda já tem um cavaquinho e nós fomos umas das primeira a brigar por esse forró diferente. Tudo está se desenvolvendo muito. A músicda também precisa disso. Se você pegar como exemplo os reis da música, tipo Roberto Carlos, Tim Maia, você percebe que muita coisa mudou.
RF: Antes, existia um preconceito maior em relação ao forró. Hoje, o ritmo já dominou um bom espaço na sociedade. Como você analisa essa mudança de comportamento?
Felipão - O preconceito sempre vai existir. Essa turma que curte reggae e o rock tem aquela idéia de isolar o ritmo. Eles não aceitam nem ouvir o forró, acham que o ritmo é coisa de gente sem cultura. O forró tem muita coisa boa pra mostrar, mas como em toda música existem letras que falam de coisas legais e aquelas que têm duplo sentido. Estas são feitas só para diversão, seja falando de uma bunda ou de um corpo escultural. O forró é muito eclético, como todo tipo de música. Cabe a cada um escolher o que ouvir.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
ORAÇÃO DOS FÃS DE PLANTÃO DE FELIPÃO
Felipão divulga Nota Oficial sobre seguir carreira solo
Há alguns anos, junto com minha família, montamos o Forró Moral. O projeto inicial era ter uma banda completamente diferente das outras. Em todos os aspectos, desde o número de shows até a forma de tratar o público.
Um projeto bem “família”, onde pudéssemos sempre estar juntos. Em datas especiais, em aniversários de família. Um trabalho onde pudéssemos controlar a agenda de shows e os compromissos, pois a agenda de show que eu tinha em outras bandas era algo muito puxado. Cheguei a fazer até cinco shows num único dia!!! Eu já não tinha mais o convívio do lar com minha família e amigos.
Graças ao bom Deus o sucesso veio de uma forma muito rápida e criou-se uma dimensão que acabou saindo do controle e perdendo o foco do projeto inicial, pois o telefone de contato para shows não parava de tocar e a intenção era sempre atender a todos e, conseqüentemente, divulgar ainda mais o nosso trabalho.
Felipão e Forro Moral com certeza criou um grande marco no forró, com todo o estilo e swing nós conseguimos cativar um grande e maravilhoso público, que me fez e me faz ver que para todo trabalho feito com dedicação e amor existe recompensa, e, por isso, hoje realmente me considero uma pessoa de sorte.
Resolvi que este ano seria o melhor momento para fazer essa divisão. O Forró Moral continuando com seu trabalho, e eu seguindo com meus projetos e shows, diminuindo apenas a quantidade de eventos, para assim me dedicar mais a eles.
Dessa forma, terei mais tempo de compor novas musicas, pôr em prática outros projetos que pretendo levar ao público, e criar novas idéias. Quero poder dar mais atenção aos fãs, responder seus e-mails e cartas, trabalhar mais centrado e com uma qualidade que tentarei pôr em todos meus projetos daqui em diante.
A partir de Março inicío esta nova fase. Agradeço desde já de coração, todo o carinho que tenho recebido até hoje e espero poder contar com o apoio e a compreensão de todos vocês. E aguardem o novo Show! Trarei a todos grandes novidades!
Entrem em contato e eu pessoalmente terei um enorme carinho em responder a todos.
Um grande beijo,Felipão.
“ Sou de Cristo, amo a Deus!!”
Felipão é destaque na sétima edição da Revista Forrózando
"Ver minhas músicas, idéias e composições cada vez mais difundidas pelo Brasil e quem sabe pelo exterior. Ainda tenho muita coisa para mostrar e muita musicalidade para fluir."
O início:
O meu início foi numa fase em que o forró era discriminado, um estilo musical apreciado por um público menos favorecido. Por isso sofri preconceito com amigos, família e escola. A idéia de parar de estudar para se dedicar ao mundo do forró gerou desconforto na minha família. Mas, enfrentei o preconceito de todos os lados.
"É a parte mais complicada. Cantar é maravilhoso. O ruim é o corre-corre. É você sair de um dia agitado e ainda ter que rodar 1000 quilômetros de estrada e passar até 20 horas dentro de ônibus. Quando o show termina tarde os restaurantes estão fechados e a banda acaba sem ter onde comer. Só nos resta então voltar pro ônibus e seguir viagem. Eu desço do palco completamente suado e só coloco um short pra relaxar um pouco. Jantar? Só depois do show. Não dá tempo!"
Vida de casado:
"Eu não troco pela vida de solteiro. Só quem sabe o bom de estar casado é quem vive o novo momento. Tem momentos felizes que marcam. Como todo relacionamentotem os problemas, as brigas, confusões e diferenças. Mas mesmo assim não se comparam com os momentos da alegria de solteiro. A vida de solteiro é muito vazia. Apesar de estar curtindo, brincando, você está sempre querendo algo mais. Você se sente incompleto. Casamento não é só a esposa é o lar, os filhos, os projetos a dois. Ser casado é sem dúvida, ter uma vida mais preenchida, mais completa. Eu recomendo!"
Vaidade:
"Não sou vaidoso. Gosto do estilo despojado. Uso a roupa que me deixa bem. Hoje em dia já me preocupo mais com minhas roupas. Antes andava meio largado. Mas com o sucesso e o reconhecimento dos fãs, sou flagrado por onde eu ando e os fãs me pedem pra tirar fotos. Então tenho que me preocupar com minha imagem. Se eu tivesse que cantar preocupado apenas com o físico e com a imagem eu não me consideraria um artista."
Reconhecimento:
"Ver até onde nosso trabalho prosperou. Sentir cada raiz plantada ,cada semente brotada e o terreno em que foi colhido. O sonho do sucesso no Nordeste foi concretizado. Em estados como Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará o nosso trabalho é bastante reconhecido. Essa parte compensa, paga tudo! Às vezes você está cheio de problemas: solidão, saudade, triste demais aí chega a hora do show e você se depara com 12.000 pessoas. Na mesma hora o astral muda. É muito gratificante saber que não existe limite de faixa etária para curtir o Felipão. Idosos e crianças curtem o meu trabalho. Ser fruto da alegria, da emoção e levar satisfação ao público é sem dúvidas a melhor parte. Muitas vezes fãs se aproximam para me contar que estavam doentes, internados e mesmo assim não deixavam de assistir o dvd do Felipão para relaxar e diminuir a angústia. Então,isso passa a ser uma grande responsabilidade. Você se torna um remédio."
Ser pai:
"É bonito! Você muda e amadurece! Quando a criança nasce você deixa de fazer um monte de coisas que gostava e que deixam de ser prazerosas. É incrível. Sabe aqueles momentos de jovem que você perde horas e horas no computador. Tudo isso passa! De uma hora pra outra você amadurece. Uma vez a Yanna(esposa) me disse:"Amor,a Larissa está doente". Aquilo me deu um aperto no coração. Uma sensação que eu nunca tinha sentido antes. Muita gente pensa que o homem não tem percepção de ser pai. Quando a criança chega você sente um pedaço do seu corpo ali."
Solidão:
"No show com um público de 50 a 70 mil pessoas gritando você se sente completo. Você se considera um ídolo intocável que ninguém consegue chegar perto. Mesmo assim estão todos ao seu redor. O evento termina as luzes do palco se apagam naquele momento você sente um vazio e vem à tona a solidão. Dentro do ônibus cada um dos integrantes curte seu momento de cansaço aliado a pensamentos e saudades. Todos sentem falta de casa, do filho, da esposa, da cama, enfim.Vida de cantor não é só curtição!"
Um lugar sem compromisso:
"A minha casa. Lá é o lugar onde esqueço tudo. Um lugar que não exige cobrança, onde eu zero tudo! Tiro o traje do Felipão para renovar as energias. Em casa não preciso me preocupar. Fico a vontade!"
Fé:
"É o sustento de tudo. É a paz. É o que segura, é o que dá força. Eu tenho desde pequeno um vínculo muito grande com Deus. É como se eu fosse um filho que ele trata com mais cuidado. Eu sinto isso! Eu rezo, eu converso, eu escrevo. Tenho a presença de Deus muito forte na minha vida. Isso me dá força para trabalhar, para ter confiança no que eu quero e no que eu sonho. É o que me faz ser forte para não ter medo e para não desistir."
Felipão é homenageado por site forrozeiro
Troféu Sanfona de Ouro - Melhores Vocalistas de 2007Felipão
Berg Rabelo (Forró Anjo Azul)
Batista Lima (Limão com Mel)
Edson Lima (Gatinha Manhosa)
Juarez Filho (Magnificos)
Neto Araújo (Collo de Menina)
Jailson (Cavaleiros do Forró)
Rainner (Mastruz com Leite)
Alexandre Avião (Aviões do Forró)
Berg Lima (Calcinha Preta)
Fonte: Www.PortalForrozao.com
Felipão no Programa Ênio Carlos - Especial de Natal
UM ARTISTA ALÉM DO SEU TEMPO, UMA CARREIRA METEÓRICA
Mais o que diferencia Felipão das mais de três mil bandas que formam o exército eletrônico do forró nordestino?
Quando sobe ao palco Felipão leva junto a base familiar, o respeito a profissão, o caráter. Ele é o marco de uma nova etapa do forró eletrônico, a variação que nasceu da necessidade de divulgar o som nordestino ganhou um toque de ousadia. Felipão introduziu instrumentos característicos de bandas de pagode e axé no forró, criando um swing diferente. Swing cheio de estilo, personalidade, sensualidade, Felipão é o showman do forró.
Os shows de Felipão são verdadeiras epopéias com a multidão cantando junto com o artista. Algo inusitado no forró, onde antes as pessoas só dançavam, não interagiam com o cantor. Felipão mudou o conceito do forró.
O estilo caricato e cativante do Felipão também conquistou os futuros forrozeiros - as crianças - elas estão na platéia, no palco, vestem-se como Felipão, dançam como Felipão.



Quem testou e sentiu de perto a força musical e a popularidade de Felipão foi a atriz e apresentadora do programa central da Periferia da Rede Globo, Regina Casé.
Quarenta mil pessoas dividiram com eles, uma emoção única, cantar e dançar no berço da capital cearense, a Barra do Ceará.
Felipão também foi convidado para contar ao Brasil a história do forró eletrônico no projeto São João do Nordeste da Rede globo.
O swingueiro também é atração permanente da programação da TV Diário, emissora que divulga em toda sua programação o forró nordestino, se tornando referência nacional.
O Nordeste já conhece o estilo Felipão Moral que se prepara agora para invadir os 4 cantos do país, o sucesso foi projetado o futuro chegou.
Felipão virou repórter no São João do Nordeste

Felipão já foi destaque no portal Ego da Globo.com
Conheça Felipão, o cantor de forró que invadiu as micaretas! Descoberto por Regina Casé, forrozeiro faz sucesso entre os jovens da região norte e nordeste!
Imagine um cara de 24 anos, de cavanhaque e chapéu, fora dos padrões estéticos com sua barriguinha de cerveja, mas que com seu carisma e a dança do strip-tease conseguiu conquistar todo o público micareteiro. Esse é Felipão, cantor revelação de forró e que atualmente é febre na região norte e nordeste do Brasil!EGO foi a Fortaleza para conhecer este fenômeno musical, que está prestes a estourar no sul e sudeste do país.
Com alguns anos de estrada, que incluíu trabalhos em algumas bandas de forró, sendo a última Forró Moral, Felipão inovou ao incorporar a batida do axé ao forró, inventando um ritmo diferente.
“A produção da Regina Casé ficou espantada ao ver que todos os entrevistados elegeram o Felipão como cantor preferido, mas a sua maior surpresa foi durante a gravação do nosso show, quando ela viu ao vivo a dança do strip-tease”, completa Felipão.
A coreografia desta dança é, no mínimo, inusitada. As pessoas fazem movimentos circulares com os braços atrás da cabeça, ao mesmo tempo que jogam as pernas de um lado pro outro. O resultado desta dança virou febre, principalmente entre as crianças.
Felipão já foi destaque no programa TV Fama da Rede TV
A reportagem foi gravada no Marina Park em Fortaleza, e lá junto com a galera do Limão Com Mel, o Felipe falou um pouco de sua carreira e de sua vida pessoal.
Depois de uma entrevista, eles foram para uma praia onde houve uma disputa de corrida de Bugue, na qual a turma do Felipão saiu vitoriosa.

Entrevista com Felipão
Nessa entrevista exclusiva ao Buchicho, Felipe Aragão Gurgel, o Felipão, conversou pessoalmente com a equipe do Jornal o Povo e contou sobre a base religiosa da família, onde ele ainda sonha em tocar, a famosa dancinha das mãos atrás da cabeça, o uso do chapéu e a diferença entre o Felipe e o Felipão. Vestindo uma camisa estampando a frase "Lucky man", ele fala que é, de fato, um homem de sorte.

Felipão - É natural. Cabe ao artista tratar as pessoas desse jeito. Antes de tudo, eu era forrozeiro. Desde pequeno. Eu vi a galera cantar lá em cima e parecia que não tinha ninguém embaixo. Nem olhava. Eu não consigo ver uma pessoa estendendo a mão pra mim e eu não ir lá e pegar. Ela tá querendo falar comigo, não tá? Se a pessoa levanta a mão 10 vezes, eu vou lá e pego 10 vezes.
Felipão - É em parte. O Felipe é 50% Felipão. O Felipão se originou porque eu saía muito com os irmãos pra forró. A gente vai pro forró pra curtir, não tá preocupado em saber como é que vai dançar. E eu queria exatamente fazer isso no palco, fazer uma coisa sem formalidade, sem regra, sem limite. Se der vontade de subir na caixa de som, sobe. Se der vontade de descer, desce. Eu fui forrozeiro...
Felipão - Quem souber morre (risos). Quando a gente vai pro forró, se tomar uma, não sabe nem como é que dança. E eu tô ali dançando e eu tô prestando atenção a todo mundo. E eu também já tomei uma, já me melei... Mulher tem mania de dançar com as mãos pra frente e os homens começaram a pegar esse negócio. Aí, foi misturando, a mão veio pra cabeça, eu fui me esticando... Foi Deus que mandou.
Felipão - Ah, o chapéu é uma glória e um problema. Glória porque marcou e todo mundo agora quer o chapéu. A gente estava numa fase em que todo mundo estava tirando chapéu e botando boné. E eu continuei com o chapéu. Na época que eu era forrozeiro, era moda. Aí passou. Só que eu continuei usando porque eu gostava muito de chapéu. Eu acho que eu ia pra missa de chapéu. (risos) E hoje eu tenho vontade de tirar o chapéu.
Felipão - Eu queria que o Felipão fosse visto também sem chapéu. De boné, de touca, de cabelo rastafari, de tudo. Não é só o chapéu. A galera diz: "Eu só quero tirar a foto se for com o chapéu". Aí, eu digo: "Pois eu vou pegar o chapéu pra você tirar a foto você e o chapéu". (risos) Ficou essa imagem. E eu não queria.
Felipão - É e não é. O pessoal diz: "Cadê o chapéu?". Aí, eu: "Rapaz, eu quero saber se o chapéu canta sozinho" (risos). Eu boto pra cantar. "Vai lá, faz teu show que depois eu faço o meu". Mas eu noto que, pra ter a brincadeira, tem que ter o chapéu. Quando eu tiro o chapéu, eu fico doidinho. É uma identidade do forrozeiro, do safado... Safado no bom sentido, de namorador, de galanteador... Mas no dia-a-dia, eu não ando de chapéu.
Felipão - De cavanhaque e de chapéu. Do jeito que eu fizer, os caras fazem. Se eu tirar aqui do lado, eles chegam "Pô, tu tirou, então eu vou ter que tirar também". Tem homem que leva a mulher pra tirar foto. No começo, a gente tinha uma barreira. Era só mulher na frente e os homens tudo atrás. Nos lugares onde a gente não é tão conhecido, ainda tem. Mas eu não tô ali pra olhar pra mulher de ninguém, pra dizer "eu sou o bonitão". Não. Eu tô ali pra divertir a galera e os bonitões são eles. Eu tô ali mesmo só pra fazer alegria. Falo com homem, falo com mulher e brinco. Tento passar esse carinho pras duas partes e não ter esse tipo de preconceito, de divisão.
Felipão - Esse lado foi muito formado a partir do personagem. Eu não sei. É uma parte do Felipão. Tem esse lado.
Felipão - Ah, do Felipão. O Felipe teve esse lado também, mas hoje não tem mais, não.
Felipão - Eu não faço nada programado. Eu chego lá e faço o show pra agradar e brincar. Mais do que esse lado de símbolo, tem a questão do carisma. As pessoas dizem: "Tu deve ser legal demais, tu deve chegar no meio de todo mundo e começa a conversar e contar piada". Eu não sou muito assim, não. Eu sou mais calado. Isso depende. É momento.
Felipão - Não.
Felipão - Eu faria se fosse por dinheiro. Mas, graças a Deus, dinheiro não muda nem tem mudado minha cabeça. Se eu, um dia, tivesse assim "rapaz, eu não tenho mais o que fazer na vida, tô lascado, quebrado, eu vou posar nu senão me lasco". Aí, seria numa situação de sobrevivência. Graças a Deus, eu não tô rico, não, mas esse não é o caso nem é o tipo de trabalho que a gente tenta mostrar.
Felipão - (Ele sorri e se encabula) Sou.
OP - "Eu acho que já"? Não lembra?
Felipão - Eu guardo. Dou uma olhada, leio. Tem carta, quadro, caixa de chocolate, camisa, boné...
Felipão - Tem calcinha, sim. Tem mulher que tira mesmo, na hora do show.
Felipão - Serissimamente. Neste fim de semana teve uma que tirou na hora do show. Na dança, terminam tirando mesmo e jogam.
Felipão - Não, chegou ainda não. Ah, já me deram de presentinho. Aí eu termino usando.
OP - Você usa?
Felipão - Aí eu uso. Deu em mim, acabou-se.
OP - Como é seu tempo livre atualmente?
Felipão - Meu tempo livre tá sendo assim agora. É esse aqui, é reunião, conversa.
Felipão - Não existe sorte, não. Sorte é a mistura da preparação com a oportunidade. É você estar preparado na oportunidade certa. No lugar certo, na hora certa. Eu nunca ganhei nem um frango numa rifa. Nunca, nunca, ganhei nada na minha vida. Oportunidade tem pra todo mundo. Mas não é todo mundo que tá preparado.
































































































































